segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

GESTÃO DE CARREIRA


Por Aline Gomes

Tá aí um assunto que a maioria das pessoas não levam muito a sério e possuem dificuldade em enxergar sua importância. A maioria delas costuma viver sua vida profissional conforme “a vida as leva” e sem planejamneto algum, deixando de perceber os benefícios que um planejamento de carreira pode trazer e principalmente que desta forma, o sucesso é mais garantido.

Uma carreira bem planejada é aquela em que sabe-se onde se quer chegar, possui-se um objetivo, planeja-se de que forma alcançará este obetivo , em que tempo e que custo terá para alcançá-lo. Tudo na vida tem um custo. Muitas vezes precisamos sacrificar alguma parte da nossa vida para que futuramente possamos ter o que buscamos.

Costuma-se dizer que a pessoa que planeja sua carreira, compreende que para conseguir alcançar seu objetivo e satisfação pessoal agregada a satisfação profissional, ela precisará passar por três etapas: a primeira, compreende que ela precisará trabalhar muito para conseguir ganhar dinheiro e obter a satisfação financeira. Para isso, na maioria das vezes, necessita-se realizar tarefas que não são as planejadas ou esperadas. Na segunda etapa, a pessoa já possui uma certa satisfação financeira e que a permite obter tudo o que necessita para sua sobrevivência, pois a realização daquelas tarefas que ela não gostava muito a permitiu guardar economias para a sua sobrevivência no momento, onde começa-se a pensar na satisfação pessoal, a satisfação profissional, onde serão praticadas as atividades que foram planejadas para trazer alegria e satisfação. Ou seja, seguir a profissão que se ama sem importar quanto ela trará de lucros. Na terceira etapa, busca-se a estabilidade, onde pode-se mais facilmente trabalhar na área e profissão que se deseja e ao mesmo tempo conseguindo manter-se financeiramente para que em seguida, ganhe-se dinheiro na profissão que se ama. Ou seja, a tão planejada satisfação profissional aliada a satisfação financeira.

A gestão de carreira nas organizações, também deve ser levada em consideração, pois é uma prática atual, encontrada em nas melhores organizações. Aquelas bem estruturadas e voltadas a ações de planejamento de recursos humanos, vinculadas aos macro-objetivos empresarias e também é de extrema importância para otimizar os custos da empresa e aumentar os lucros.

Dentro do atual contexto, a Gestão de carreiras deve ser vista como a gestão de planos e expectativas individuais frente aos planos e demandas organizacionais. Ou seja, as pessoas que constituem o quadro de colaboradores da empresa, possuem competências, habilidades, expectativas e interesses de desenvolvimento profissional e pessoal, enquanto a empresa, tendo em vista o alcance de seus objetivos e metas, demanda pessoas com perfil, conhecimentos, competências e habilidades específicas que permitam a viabilização de seus planos. Desta forma, o aproveitamento e conciliação destes aspectos individuais e empresariais pode ser um importante aliado para a gestão de ambiente favorável a motivação e desenvolvimento, baseado nos interesses comuns.

Pensando em Gestão de carreira pelos dois lados: o da organização e o do profissional, percebe-se que uma empresa que possui este planejamento, permite e incentiva seus colaboradores a possuir também um planejamento. O que trará beneficios para ambos, pois com o crescimento e satisfação do colaborador, é muito mais fácil que a organização também obtenha este crescimento e satisfação. Chega-se portanto em uma relação onde todos ganham.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Você que faz as suas escolhas - Gestão de Carreira

Por Matheus Mendes

Carreira é uma coisa complicada, é como nossas ambições: cada um tem as suas.
Conheço muita gente que achava que poderia ser um grande talento em algumas coisas e foi para lados totalmente diferentes. Muitas vezes por suas escolhas, outras vezes por não ter tido aqueles conselhos no começo e as bases para seguir um caminho e outras vezes por falta de sorte e oportunidade também.

A batida frase de "lugar certo na hora certa" para algumas pessoas funciona, mas também não serve absolutamente pra nada se a pessoa não lutar pelo que realmente quer.

Achar seu lugar ao sol pode ser tão fácil quanto difícil, tudo vai depender do quanto você quer investir na sua carreira. Para alguns carreira é ganhar dinheiro, para outros ser reconhecido, para mim, por exemplo, os dois juntos.

O pior erro de tentar fazer uma carreira é ser ansioso e se preocupar muito mais com o dinheiro do que com o aprendizado no começo, pois essa armadilha faz com que muitos profissionais optem por trabalhar em empresas que pagam bem mas não vão lhe dar o benefício de crescimento a longo prazo, e muitas vezes isso acaba sendo um tiro no próprio pé.

As grandes empresas procuram profissionais qualificados, e para ser qualificado é preciso mostrar trabalho...e muito! Eu, por exemplo comecei minha carreira em pequenas empresas mas sempre almejei as grandes, com cargos bons onde eu pudesse realmente fazer propaganda de qualidade e com clientes que podem investir nisso. Hoje posso dizer que trabalhei e trabalho em uma grande empresa e isso faz eu ver como é importante aprender com profissionais que nelas trabalham, pois aprender com eles torna quem está começando um eterno curioso, e o bom trabalho te contagia, fazendo você melhor trabalhar e exigir mais de sí mesmo a cada novo desafio.

Não que outros caminhos profissionais estejam errados e apenas o meu certo. Nada disso. Todos nós podemos achar nosso lugar ao sol, mas sempre devemos saber que o aprendizado é fundamental no começo, e sem ele não estamos fazendo apenas mal pra gente. Estamos colocando propaganda ruim nas ruas.



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Redes Sociais: a liderança de opinião chega a todos nós.

Por Matheus Mendes

Que as redes sociais e a chamada WEB 2.0 revolucionou o uso deste veículo de comunicação chamado internet todo mundo já está careca de saber, certo?

Cada vez mais pessoas se conectam a rede mundial de computadores e aquele utilitário que na década de 80 era apenas para universidades e grandes organizações sofreu uma grande massificação, onde todos podem ter acesso a informações e a conteúdo no mundo inteiro.

Costumo dizer que essa revolução foi sem dúvida uma democratização do meio. Cada vez mais podemos interagir, colocar nossos pontos de vista e até mesmo influenciar na escolha de outras pessoas se tornando cada um e nós, um líder de opinião em seus devidos assuntos preferidos.

Uma das maravilhas das redes sociais é que a cada dia há uma novidade saindo do forno, e para a publicidade isso é extremamente importante para se reinventar e comunicar de um modo novo para seus consumidores um produto ou serviço.
Posso dizer isso, já que participei e tenho participado de muitas campanhas com envolvimento nas redes sociais, como twitter e facebook, onde na hora de ver os números é possivel disntinguir perfeitamente o impacto destas mídias no consumidor.

Cada vez mais o consumidor manda.
Essa pode-se dizer é a nova ordem da comunicação.
Tenho como um exemplo o novo automóvel que está em fase de desenvolvimento da Volskwagen, onde cada um pode colocar seu ponto de vista e sugerir o que o carro perfeito deve ter direto no hotsite da empresa, ou seja, hoje os engenheiros montam, mas o poder de escolha está cada vez mais virado para o consumidor. Democratização pura.

Outro bom exemplo pode ser o modo como a marca Pepsi entrou no Rio Grande do Sul, colocando em seu site para a escolha do público lugares que eles gostariam que passasse por uma reforma, para a marca realizar uma restauração em lugares, monumentos e quadras para esporte públicas. A critério do público estes lugares eram escolhidos e assim reformados com a verba que seria destinada para espaços publicitários. Trocar propaganda por conteúdo e relevância na vida das pessoas, essa foi a grande sacada que fez a Pepsi se tornar uma marca reconhecida no Rio Grande do Sul.

Com isso, podemos ver que as redes sociais e a web 2.0 está mudando o jeito de comunicar e fazendo cada vez mais as grandes marcas testarem coisas novas e a redescobrir maneiras de utilizar esse veículo de comunicação com tantas possibilidades, interagindo com seu público.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

“O QUE VOCÊ FARIA?”

Por Aline Gomes

O filme “El Método”, traduzido em português como “O que você faria?” narra a disputa de sete candidatos a uma vaga em uma empresa na cidade de Madri, no mesmo dia em que marchas de protesto contra a globalização e a política monetária do FMI mobilizam a cidade. Mesmo assim, a seleção dos candidatos é realizada em uma sala de reuniões, onde eles ficam confinados, passando por testes que são apresentados pelo computador e onde a única pessoa da empresa que eles tem contato é a secretária.

A primeira prova é bastante interessante, mas, porém intrigante, pois os candidatos precisam descobrir entre eles uma pessoa que já trabalha para a empresa e que está ali para analisá-los. Os jogos os colocam diante de várias situações-limite e, sabendo que estão sendo constantemente observados e avaliados, chegam a um nível de tensão insuportável, sabendo que qualquer pisar em falso podem levá-los à eliminação, que acontece uma a uma, até que sobra apenas duas pessoas que precisam decidir entre elas, quem ficará com a vaga.
O filme é uma metáfora sobre a sociedade contemporânea e possibilita uma reflexão sobre o comportamento em grupo, em sociedade, sobre ética profissional e os métodos de seleção utilizados pelas empresas
.

O método utilizado para a seleção, é muito questionável quanto ao seu reflexo e a obtenção do resultado esperado pela empresa, que é escolher o melhor candidato que apresente as características que a empresa deseja, pois no momento em que coloca-se pessoas “presas” em uma sala, onde elas precisam passar por aprovações e se destacar entre os outros, pode ser um momento delicado e totalmente propício a desconfortos e nervosismo, onde estas podem não conseguir mostrar todas as suas qualidades e habilidades, e a empresa pode acabar perdendo um candidato que possui todas as qualificações que ela estava buscando de início.

Pode-se dizer que os processos seletivos são extremamente necessários, mas algumas empresas pecam, buscando ansiosamente pelo “profissional perfeito” e acabam exagerando e colaborando para alguns equívocos, onde a empresa quer apenas que o candidato diga o que ela quer ouvir e não percebendo as qualidades reais dele.

Além disso, nestes “jogos seletivos”, como os que foram apresentados no filme em questão, pode-se acabar constrangendo os candidatos, perdendo o respeito pelo ser humano, despertando a discriminação e perdendo o objetivo do processo.

Em um dos jogos seletivos apresentados no filme, onde supõe-se que houve uma guerra nuclear e só há lugar para 5 no bunker, ou seja, um tem que ser eliminado, pois o outro dos 7 já havia sido eliminado anteriormente, nota-se que é incentivado nas pessoas que elas pensem somente nelas, esquecendo do grupo. Acredita-se que as empresas precisam de pessoas que pensem no grupo, no coletivo e não sejam individualistas, portanto este “jogo” contribuiu apenas para que houvesse desavenças e se destacasse a discriminação contra a idade e o sexo de alguns deles. Quando uma das candidatas tenta “comprar sua passagem” dizendo que é boa cozinheira e a outra, diz que vai ser a mãe da nova humanidade, a que se diz boa cozinheira também aceita ser mãe da nova humanidade. A descriminação se destaca quando menciona-se que ela tem mais de 40 anos, a probabilidade de sucesso nessa "batalha" é muito pouca e ela é “metralhada” pelos outros concorrentes, através da descriminação pela idade e do machismo dos homens. Ela acaba por ser eliminada.

Na prova final, onde restaram somente dois concorrentes, um deve convencer o outro com todos os artifícios possíveis, para que ele desista, ou seja, cada um por si e que o outro que seja o perdedor. O individualismo nesta cena, é arma mais importante.

Na sena final do filme, resta apenas um vencedor e um perdedor que vai embora arrasado fisicamente e emocionalmente. O que em algumas pessoas mais frágeis, pode se tornar um problema psicológico de humilhação e inferioridade. Depois de tudo o que a candidata eliminada passou em 1 dia inteiro de provas constrangedoras, desgaste físicos e mentais além da discriminação, ela vai embora para sua casa arrasada e se sentindo inferiorizada.

Deve-se levar muito em consideração os problemas psicológicos que as pessoas podem adquirir neste tipo de processo, pois, apesar de ser um aprendizado que deve-se tirar apenas coisas boas, as pessoas tem o direito de serem respeitadas.

domingo, 12 de setembro de 2010

Imagem é Tudo.

Por Matheus Mendes

Conversar com os idosos é sempre uma experiência impressionante.
É muito legal de pensar o quanto aquela pessoa já viveu diversas experiências e hoje sentada em uma cadeira de balanço com um velho rádio do lado tricotando pode pensar o quanto já viveu e se deliciar quando uma jovem alma crua se aproxima para ouvir suas histórias.

Não seria diferente com minha bisa-vó.
Em seus 95 anos (que serão completados nessa quarta-feira, dia 15) cada vez que a faço uma visita sento ao seu lado e complacente me torno todo ouvidos para as velhas histórias de uma mulher que foi líder na política nos seus tempos e hoje tem muito a contar.

Na última visita ouvi uma história sobre sua passagem na diretoria de um colégio estadual na cidade de Camaquã (minha cidade natal) onde um simples colégio público conseguiu se mostrar forte como um colégio de freiras em um desfile de 7 de Setembro.

Tempos de vacas magras são bem comuns em colégios estaduais. A falta de estrutura, desânimo e medíocridade de algumas pessoas podem vir a terminar com um sonho de desfilar em um dia desses. Mas não.

Com um empréstimo de dinheiro, na realidade uma doação de meu bisa-vô que era um latifundiário e agricultor na época na cidade foi possível fazer com que o Colégio Sete de Setembro desfilasse de modo desafiador uma escola de cunho marista.

Com o dinheiro foi comprado as roupas para o desfile, e com uma mentira de boa causa para a cidade vizinha, se conseguiu empréstimos de instrumentos nos desfiles. A mentira era que após o desfile, seria mandado os instrumentos da escola junto com os emprestados para assim incrementar e dar força a ambos contra os colégios de força superior. Esses instrumentos nunca existiram. Pois a precariedade e falta de verba não permitia que aquele colégio público se desse ao luxo de constituir uma banda para desfilar todo o ano.

A preparação foi feita, os instrumentos enviados um empréstimo de acervo pessoal a espada de Zeca Netto foi emprestada para o cavalheiro puxar o desfile com ela empunhalada nas mãos.
Com todo louvor no dia 7 de Setembro o colégio nomeado com essa mesma data foi avante desfilar no centro da cidade frente a frente com seu maior rival, o colégio Marista das Irmãs.

Foi uma revolução. Aumentaram as matrículas no ano letivo seguinte, virou capa de jornal e os políticos concorrentes diziam que aquilo não era desfile do colégio, e sim propaganda pro PDT, partido o qual ela foi a primeira mulher a fazer parte na cidade.

Nessas horas eu vejo como as empresas deveriam investir nisso cada vez mais, porque são pequenos detalhes e muita força de vontade que podem mudar sua imagem para sempre.
Assim como o colégio 7 de Setembro, assim como uma empresa e assim como qualquer um que sente a necessidade de dar um passo a frente com a sua marca.







terça-feira, 17 de agosto de 2010

O estranho ator Woody Allen

Todo mundo conhece Woody Allen.

Velhinho simpático, que já fez stand-up comedy em bares de Nova York e achou sua fertilidade no cinema.

Algumas pessoas não conhecem o passado de Woody Allen {como eu não conhecia} e muitas vezes começam sua filmografia de trás pra frente.

É dificil alguém que tenha nascido no final dos anos 80 ter acompanhado o trabalho deste brilhante diretor vendo primeiro filmes como Purple Rose of Cairo ou Annie Hall ao invés de assistir Match Point ou Vicky Cristina Barcelona, algo que pode causar espanto para alguns que vêem os filmes dele com um estilo tão próprio e único passar de variações de comédias nivel pastelzão para um drama cabeça como Match Point. Sim, todos diretores tem suas fases e seus experimentos em vários estilos, mas Woody Allen conseguiu se tornar tão peculiar e ter suas variantes que parece não ter outro diretor que consiga atingir um nível cult e ao mesmo tempo popular como ele.

Mas o que acho estranho quando vejo os filmes antigos é ver o ator Woody Allen sem enxergar o diretor. Qualquer filme parece que quando ele disser seu nome vai sair em alta e boa voz sua verdadeira identidade no lugar de muitos personagens interpretados por ele em seus filmes.

Isso talvez seja porque como disse comecei vendo seus filmes mais atuais, o que acarretou conhecer primeiro o criador para posterior encontro com criatura.

Isso não importa muito. O cinema aproveita a vida real e da nela um toque mágico, tornando-a mais bonita e fazendo nossa mente sonhar com a realidade dando um toque de película pra ela. Quem nunca se imaginou numa cena de filme?

Pronto, finalmente meu primeiro post.